quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um ano \o/

    Faz um ano de blog.
    Um ano muito especial, que ainda contarei em outras postagens.
    Mas, pensei que hoje seria um bom momento para lembrar da primeira postagem. Aquela que se referia à EMESP, e a prova, e os estudos. Final do ano novamente, perdi a inscrição da EMM, infelizmente. Porém, acabo de me inscrever para a EMESP, e neste momento estou escolhendo o repertório que vou estudar para a prova. Uma peça já está escolhida: A sinfonia a três vozes No. 15. Agora estou vendo uma sonata de Beethoven, ainda não tenho certeza de qual irei tocar.
    Me certifiquei de me inscrever para o curso certo dessa vez.
    E também tenho mais tempo agora. Um mês para estudar deve ser o suficiente. Só vou saber quando começar a ler as partituras. Também tem o último ensaio antes do geral hoje.
    Então vou lá passar o resto do dia estudando!
    Até mais!

    Consciência à humanidade.

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Como ensaios"

   Ainda não foi citado no blog, mas... Estou num coro.
   Mais do que estar nele, sou regente do coro. Uma bem leiga, pra falar a verdade, mas eu faço o meu melhor. Comecei a ter aulas de regência com a Mara, ex-regente do paulistano, e regente eterna do Coral Infanto-Juvenil da Escola Municipal de Música, do qual eu participava até o semestre passado. Mas claro que deixando o coro, tive que deixar as aulas de regência também. Resumindo, eu tive uma ou duas aulas no máximo. Eu sinto muita, muita falta daquele coro. Assim que terminar o técnico, eu volto.
   Enfim... Desde o começo do ano passado, existe o grupo coral Jivas da Música, um grupo de jovens da Eubiose, e até o começo desse ano, eu atuava nele como pianista, simplesmente. Porém o antigo regente, Tiaggo Guimarães, arrumou um emprego fixo (que paga, diferente deste trabalho), que incluía os horários dos nossos ensaios, e então... Com entendimento de música, sobraram eu e minha irmã, que é cantora. Com mínimo entendimento do que é regência, sobrou eu.
   Resultado: Virei regente, e minha irmã virou professora de técnica vocal.
   No primeiro semestre, houveram três ensaios no máximo. No segundo, resolvemos - o grupo - assumir esse coro direito, e levar ele a sério. Às vezes ensaiávamos no sábado E no domingo.
   Recentemente a coordenadora do trabalho, Neusa Rodrigues, nos informou de uma possível apresentação no dia 19 de dezembro. "Certo, vamos ver a disponibilidade do coro". O Jivas da Música é formado no total, por nove pessoas. No dia 19... Apenas cinco poderiam estar presentes. "Desculpa, Neusa. Não tem coro pra cantar, a apresentação é inviável".
   Depois de muitas conversas, algumas intrigas implícitas - nas quais eu não estou presente - e alguma insistência, resolvemos (eu e minha mãe, que também faz parte do grupo... de certa forma), consultar o coro novamente. Resultado: Vamos fazer uma apresentação sem a metade do coro. Incluindo, contra os meus princípios, uma peça tocada por mim no piano, e uma cantada pela Dessa (eu de co-repetidora).
   Contra os meus princípios porque não gosto da idéia de aparecer demais, principalmente quando sou a regente do coro. Me parece que estou roubando espaço dos cantores. E na verdade estou. Contra a minha vontade. Mas não temos muito repertório. Mas o repertório que temos, está ficando muito bom. E no fim, é mesmo muito importante encerrarmos o ano, mostrando o que realizamos durante ele.  E vai ser bonito, apesar de faltar metade do coro. Ainda temos que correr um pouco com os ensaios. Nesta quarta, marcamos o último deles antes do geral, que vai ser dia 18. Espero que tudo acabe bem.

   Esse grupo foi imensamente importante pra mim esse ano.
   Eu aprendi que, pra ser regente, você não pode ter medo de pessoas olhando pra você, você precisa querer chamar a atenção, e esquecer que antes você deixava passar os erros, deixava passar alguns detalhes que ninguém mais notava, que antes você tinha uma opinião mas preferia que os outros decidissem por você, e deixava a música tomar um rumo qualquer. Que você não queria que ninguém te visse, ou que ninguém escutasse sua voz, ou seus pensamentos. Que seus erros não tinham consequencias, e eram problema de um outro regente. Não é um trabalho para tímidos (sim, como eu).
   Pensar em soluções, dar exemplos, guiar, ficar de olho no relógio, pedir, e receber uma resposta. Saber obter uma resposta. É tudo muito novo. Muito prazeroso. Descobrir aos poucos onde estão as dificuldades, como é melhor resolvê-las. Quando é melhor não tentar resolvê-las. Descobrir a sensação de abaixar o braço e receber o som como resposta. Abaixar como, pra receber que tipo de som. Ah... Eu tenho tanto a aprender. E eu quero muito, muito aprender.
   É tão diferente... Escutar o seu naipe, cantar sua linha e se concentrar só nela, de... Ouvir uma massa de som que se molda ao gesto. Ou não. Mesmo quando não - que por enquanto ainda é a maior parte das vezes -, é aprendizado, amadurecimento.
   Sim, me arrependi de ter prestado arquitetura na USP e na UNESP. Se eu não passar, ano que vem estarei me preparando para uma prova de regência. Só não tenho muita ideia de como.
   Mas terei.

   Consciência à humanidade.

Uma prévia

   Eu passei tanto tempo sem escrever nesse blog.
   E tenho tanto, tanto acumulado pra escrever agora...Vou começar nesse momento... E espero que venham
muitos posts seguidos depois deste.

   Parei de escrever porque me faltou tempo.
   Não sei se escrevi isso alguma vez aqui, mas essa foi a frase que eu mais usei nesse ano:
            "Antes desse semestre, eu achava que não ter tempo era só uma desculpa."
   Porque eu interiorizei (interiorizei porque já conhecia a realidade, só não tinha total consciência e vivência dela), entre várias outras coisas que não vêm ao caso no momento, que:
   1. Algumas pessoas, realmente não tem tempo nem pra pensar.
   2. A vida que essas pessoas levam, e são muitas pessoas, é absurdamente não saudável.
   3. Elas não têm muita escolha.
E...
   4. Dizer que não há nada pra fazer é um insulto à vida. (Um bem grave, aliás).

   Esse último foi novidade pra mim. Na verdade eu sempre me queixava de não ter nada pra fazer, até as últimas férias. E Graças a quem for! Estou de férias novamente. E dessa vez não volto pro médio.
   O que estive a fazer?
   Médio de manhã, técnico a noite, flauta duas vezes por semana a tarde, sábado à tarde eubiose, sábado mais tarde ensaio, domingo três vezes por mês ensaio, uma vez por mês viagem a MG. Até eu desistir da flauta, claro... Em prol dos trabalhos do técnico e do médio. Final de terceiro ano, muitas coisas pendentes, sem falar no vestibular (porque na verdade não estudei pra isso), entre outras atividades, e um namorado possessivo carente de atenção, que não esteve muito feliz ultimamente, claro.
   Algumas dessas coisas serão melhor detalhadas em outros posts. Como ensaios.
   Até breve, muito em breve.
   Consciência à humanidade.

sábado, 7 de agosto de 2010

Mudança súbita de opinião

Eu estava lendo meu post, não sei de que dia, sobre restart.
E percebi que tem coisas muito erradas, e muito absurdas nele.
Na verdade, o que aconteceu foi que eu mudei, e com isso,
minha visão sobre esse e vários assuntos agora é muito diferente.

 Antes de tudo, eu nunca realmente odiei a banda. Mas, mesmo
assim odiá-la só porque o som, e a proposta não me agradam, não
faria e não faz sentido algum. Depois, naquela parte "bandas que eu
- até - respeito". Isso sim, é absurdo. Não tem essa. Todas as
bandas, pessoas, coisas, seres têm o direito de serem respeitados,
independente do que são, do que fazem e do por quê fazem.
É imaturidade julgar, ou deixar de respeitar qualquer coisa por
qualquer motivo, muito menos pela qualidade do trabalho delas,
e principalmente - e esse é o ponto que quero discutir - se elas
são bem sucedidas.

Tá, agora grande porcentagem das pessoas que vão ler esse post,
vão pensar: "Bem sucedidas? Restart? Está brincando , não?"
Não, não estou brincando. Como dizer que pessoas que ganham
uma quantidade considerável em dinheiro, e têm muitos fãs são
mal sucedidas? Ok, talvez eles não sejam os melhores músicos
do mundo. Mas talvez, nem eles mesmos gostariam do trabalho
deles se vissem de fora, e convenhamos, eles precisam ganhar a
vida. E eles fazem isso muito bem. Defendem os fãs, e tudo mais.

Precisamos pensar que, cada trabalho é realizado para um
público alvo, nesse caso pré-adolescentes e adolescentes pertencentes
à massa cultural, facilmente influenciáveis. E não só essa, mas
diversas outras bandas denominadas coloridas dirigem seus trabalhos
a essas pessoas. E se a intenção deles é ganhar dinheiro, não
poderiam escolher um público melhor. A questão é que, se eles
atingem o objetivo deles, e estão satisfeitos, não sou eu, nem ninguém
que poderá julgá-los e maldizer suas músicas e roupas.
Quanto à crítica técnica, eu a mantenho, claro. Mas também tenho
que respeitar às limitações e/ou falta de vontade de melhorar dos
integrantes com relação a elas. Não que algum dia esse ou o texto
anterior chegarão aos conhecimentos deles. Mas eu não devo ser
a primeira a colocar a minha opinião de forma técnica.

Mesmo Crepúsculo, Justin Bieber, e todas as modas que fazem ou
fizeram sucesso algum dia têm seus públicos alvo, e cumprem com seu
objetivo. E independentemente disso, e de qualquer outro fator têm
todo o direito de serem respeitados. Aliás, eu faço parte do público
alvo de twilight. Eu gosto muito, e continuarei gostando independente
do que for, e principalmente das opiniões alheias.

Consciência à humanidade.

PS.: E por favor, não pensem que o post foi por causa de twilight,
porque não foi. Eu pensei nisso só agora. E eu não me sinto ofendida com
nenhum tipo de gozação ou crítica com relação ao livro ou o filme.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Assunto polêmico

Religião.
A verdade é que: Não tem como ser cético nesse aspecto.
Sempre vai ser um assunto polêmico, se houver guerra entre
os diversos modos de pensar, e ver o mundo.
Quer dizer, você é cético? Se for, você confia nos seus cinco sentidos?
Eu não confiaria. Pode ser uma matrix, quem vai provar que não?

Temos mesmo é que respeitar a consciência das pessoas.
Nenhum de nós é o único com uma mente, e independente do
que for, se uma linha de raciocínio te levou a acreditar no que
você acredita, então, na minha opinião, você está certo.
Claro que também precisamos manter nossas cabeças abertas
a novas linhas de raciocínio, que somam, ou eliminam os nossos
pensamentos anteriores. Se somarmos conhecimentos, sem
guerras ou discórdias, um dia a humanidade estará caminhando
unida rumo à verdade. É aquele esquema, não concordar
nem discordar, mas sempre ouvir. Armazenar, pra quando
futuramente, tivermos material suficiente, considerarmos verdade,
ou descartarmos a informação.

O que eu acho verdadeiramente errado, é o fanatismo.
Não, não confundam fé com fanatismo. Fanáticos podem até
mesmo ser ateus. Acreditar com toda a força em algo, apenas
porque alguém falou, seja esse alguém quem for. Sem perguntar
os por quês, e ainda transmitir a mesma idéia com devota paixão.
Sem constatar nada parecido, sem pensar a respeito.

Se a verdade é imutável, então todos estamos trilhando caminhos
diferentes com um mesmo destino, um mesmo objetivo.
Não pense você, que já chegou ao fim, pois acredito que essa é
a maior prova de que você nem começou a traçar um caminho.
Eu gosto de afirmar que: "A certeza é a maior prova da ignorância".
A menos que você seja iluminado, eu acho.

Sendo assim, minha sugestão eh que cresçamos juntos.
Acumulemos conhecimentos juntos, e não nos deixemos levar
pelos nossos desejos, mas sim pela nossa vontade. Qual a diferença?
O desejo é emocional. A vontade é racional.

Consciência à humanidade.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Enrolação

O que me faz pensar, que alguém leria um post tão grande?
O que me faria querer, que alguém lesse os meus posts?
Não sei se quero. Mas não me importo que o façam.
Então, por fim, o que me faz questionar o que me faz pensar,
que alguém leria um post tão grande?
Bom, é um blog. Ta aí pra ser lido. Se vai ler ou não, já não
é uma grande questão. Eu estou aqui pra escrever, e assim
como tenho a opção de não fazê-lo, você tem a opção de não lê-lo.
Que seja, chega. Será que eu exercitei os neurônios de alguém?
Não? Tudo bem, tudo bem.

Consciência à humanidade.

PS.: Me refiro ao post de baixo, "Teatro".

Teatro

Já que estou no clima, let's keep writing.
Só pra explicar o segundo post, "Há dois dias atrás...",
Eu não passei na análise de currículo por que eu
me inscrevi pra orquestra, e não pro curso de piano.
E eu passei na primeira fase. Não fui fazer o teste,
porque eu não quero entrar pra orquestra.

Mas enfim. Teatro.
Faz um tempo que venho pensando nesse assunto.
Tudo começou com um amigo. O que aconteceu, foi que, ao
mesmo tempo que eu estava zuando uma pessoa,
ele estava aceitando a mesma pessoa de braços abertos.
Eu, realmente dizendo algo sobre a pessoa que cabe
perfeitamente a mim mesma. E ao me deparar com
essa realidade, a grande catástrofe que eu posso ser às vezes,
ao grande buraco que sempre passou despercebido aos
meus olhos sobre o meu caráter. Eu entrei em um estado
de depressão, introspecção inabalável. Nada me tiraria
daquele estado, e nem deveria. Era hora de olhar pra dentro.

Sensação de superioridade. Sensação de inferioridade.
Costumavam estar presentes a cada momento da minha vida,
me jogando pro alto, ou pra baixo, o tempo todo. O tempo todo.
Eu percebi que vivia de comparações. Corpo, beleza, habilidades,
inteligência, sabedoria, cultura, caráter, personalidade, tudo.
Eu vivia a observar, e constatar. Me sentindo bem, ou mal, e
não fazendo nada a respeito. Não pense você que qualquer uma
das sensações imperava. Eram as duas sempre ali, lado a lado.
Mas claro que a que me fez olhar pra dentro foi a sensação de
superioridade, já que é essa que incomoda as pessoas de fora.
Então eu me senti na necessidade de mudar, finalmente.
Escrevi: "Não sou melhor que ninguém, não sou pior que ninguém."
Me senti na necessidade de estar em palco. De parar de observar,
e me tornar protagonista da minha própria vida. Arriscar, e entender
como os conhecimentos funcionam quando colocados em prática.
Errar, falar o que não devia, o que devia, e aos poucos aprender.
Aprender a ser, vivenciar e sentir o que eu apenas havia pensado,
observado e constatado. Quanto a outras idéias, perceber que não
funcionam quando em prática, e desenvolver novas idéias.

O ponto final foi a minha viagem ao sistema geográfico sul mineiro,
quando precisei passar por algumas experiências que me permitiram
enxergar, com muito mais clareza como enxergamos nos outros,
nossos próprios defeitos, como verdadeiros espelhos, e como somos
todos diferentes, mas não melhores, e jamais piores. Isso tudo me
ajuda me tornar, aos poucos, uma pessoa mais sociável, mais tolerante,
e com certeza menos arrogante. Espero ter transformado toda essa
energia em consciência, e que agora eu possa verdadeiramente atuar,
representando eu mesma no palco da vida.

Consciência e equilíbrio à humanidade.