Já que estou no clima, let's keep writing.
Só pra explicar o segundo post, "Há dois dias atrás...",
Eu não passei na análise de currículo por que eu
me inscrevi pra orquestra, e não pro curso de piano.
E eu passei na primeira fase. Não fui fazer o teste,
porque eu não quero entrar pra orquestra.
Mas enfim. Teatro.
Faz um tempo que venho pensando nesse assunto.
Tudo começou com um amigo. O que aconteceu, foi que, ao
mesmo tempo que eu estava zuando uma pessoa,
ele estava aceitando a mesma pessoa de braços abertos.
Eu, realmente dizendo algo sobre a pessoa que cabe
perfeitamente a mim mesma. E ao me deparar com
essa realidade, a grande catástrofe que eu posso ser às vezes,
ao grande buraco que sempre passou despercebido aos
meus olhos sobre o meu caráter. Eu entrei em um estado
de depressão, introspecção inabalável. Nada me tiraria
daquele estado, e nem deveria. Era hora de olhar pra dentro.
Sensação de superioridade. Sensação de inferioridade.
Costumavam estar presentes a cada momento da minha vida,
me jogando pro alto, ou pra baixo, o tempo todo. O tempo todo.
Eu percebi que vivia de comparações. Corpo, beleza, habilidades,
inteligência, sabedoria, cultura, caráter, personalidade, tudo.
Eu vivia a observar, e constatar. Me sentindo bem, ou mal, e
não fazendo nada a respeito. Não pense você que qualquer uma
das sensações imperava. Eram as duas sempre ali, lado a lado.
Mas claro que a que me fez olhar pra dentro foi a sensação de
superioridade, já que é essa que incomoda as pessoas de fora.
Então eu me senti na necessidade de mudar, finalmente.
Escrevi: "Não sou melhor que ninguém, não sou pior que ninguém."
Me senti na necessidade de estar em palco. De parar de observar,
e me tornar protagonista da minha própria vida. Arriscar, e entender
como os conhecimentos funcionam quando colocados em prática.
Errar, falar o que não devia, o que devia, e aos poucos aprender.
Aprender a ser, vivenciar e sentir o que eu apenas havia pensado,
observado e constatado. Quanto a outras idéias, perceber que não
funcionam quando em prática, e desenvolver novas idéias.
O ponto final foi a minha viagem ao sistema geográfico sul mineiro,
quando precisei passar por algumas experiências que me permitiram
enxergar, com muito mais clareza como enxergamos nos outros,
nossos próprios defeitos, como verdadeiros espelhos, e como somos
todos diferentes, mas não melhores, e jamais piores. Isso tudo me
ajuda me tornar, aos poucos, uma pessoa mais sociável, mais tolerante,
e com certeza menos arrogante. Espero ter transformado toda essa
energia em consciência, e que agora eu possa verdadeiramente atuar,
representando eu mesma no palco da vida.
Consciência e equilíbrio à humanidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário