sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ai, quer saber? (Sobre o talento...)

Se você me perguntar por que raios eu passei a minha vida inteira
tentando convencer a mim mesma e a todo o resto do mundo, de que
talento não existe, eu não vou saber responder mais.

No final das contas, fica claro que algumas pessoas tem mais
facilidade pra algumas coisas do que outras. Isso não é dom, isso não é
necessariamente nato, pode vir de fatores que constituem a formação
das pessoas... E não deixa de ser facilidade, de ser talento, de ser fluência.

Agora... O que me encontro questionando, é o quanto tem mais
valor alguém desenvolver uma habilidade por possuir o chamado talento, ou por
estudar muito na vida... Se é que alguma dessas alternativas se sobrepõe à outra.

A formação de todos nós nos prepara para alguma coisa, em maior ou
em menor grau. Porém, essa formação pode ser extremamente útil
ao contexto em que você escolheu viver, ou pode ser extremamente adversa.
A questão é que, em geral, escolhemos conscientemente o contexto em que vivemos.
Então, independentemente de nos julgarmos talentoso ou  não nesse contexto,
devemos estar previamente preparados para o que há de vir.

Além disso, se, por exemplo, duas pessoas tocam maravilhosamente um Liszt,
ou dirigem bem pra caramba... Que importa, qual o mais insignificante critério de diferenciação
que julgará se um ou outro caminho que os levaram até onde estão é mais válido?

Se eu julgo que estudo pode chegar no mesmo grau de excelência que o talento?
Me pergunto se o talento pode chegar no mesmo grau de excelência que o estudo.
E acredito numa resposta positiva nos dois casos.
O talento não exclui o estudo... Assim como o talento pode vir com estudo.

O importante é sermos verdadeiros no que fazemos.
Ou, no mínimo, saber porque fazemos e porque escolhemos fazer o que fazemos.
A consciência de ser, e de onde se pretende chegar, sim, se sobrepõe
à qualquer facilidade ou dificuldade que tenhamos para desempenhar qualquer tarefa.

Ninguém é incompetente, a menos que queira ser.

Um abraço.
E consciência.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Amor?

É difícil compreender, como as pessoas lidam com seus medos, e com o stress.
É contraditório.

O mundo vive em crise, por falta de amor.
Mas os seres humanos, como indivíduos, são tão carentes, se sentem tão só...
Quanto mais reclusos, menos amor demonstram, e mais amor precisam.
Acabam se tornando frágeis lá dentro, e agressivos por fora.
No final das contas, até que faz sentido, porque...
Como vamos dividir algo de que carecemos tanto?

Porém, no fundo, essa carência é uma forma de velar a nossa verdade.
E a verdade é que gostaríamos todos de criar vínculos de afetividade,
de amar sem limites, e de nos sentirmos amados.
No fim das contas o que mostramos é uma proteção contra o que mais queremos da vida...
Talvez porque criamos uma imagem de que quem ama é fraco.
Talvez por negarmos a necessidade que temos de sermos também seres emocionais.
Talvez porque se mostrar em verdade seja perigoso demais.
Temos medo do amor.
Temos sede de amor.
E a nossa reação é engavetar nosso amor lá no fundo,
e sofrer esperando que alguém venha a abrir essa gaveta.

Acontece que nós podemos abrir a gaveta sozinhos,
e compartilhar a nossa verdade com o mundo.

Devia se ensinar a desengavetar o amor, nas escolas primárias.
Enquanto eu tento me ensinar a parar de fingir que não amo o que amo.
Além de tudo quero amar, e viver feliz.


Consciência à humanidade.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Um Rio Verde me levou de Conceição à Itanhandú"

     E quando eu percebo que eu deixo o blog parado pra não registrar meus pensamentos mais importantes, eu tenho necessidade de recuperar o máximo possível do que se passou, afinal, esse blog também tem a intenção de me lembrar, no futuro, de quem eu fui... E do quanto eu cresci... Do quanto eu mudei. Por isso, achei aquelas duas últimas postagens, referentes ao facebook, muito relevantes nesse contexto.
     Mas eu encontrei outra postagem, ainda mais importante. Uma que representa um marco da minha vida, uma transição, o começo de quem eu acredito que seja hoje. Uma viagem ao Sistema Geográfico Sul Mineiro, em fevereiro desse ano. Nela, ocorreram dois eventos de extrema relevância: Eu passei a fazer parte da chamada série interna - ou eterna -, o quinto e último grau da chamada iniciação eubiótica, o que me faz, oficialmente, uma integrante da Sociedade Brasileira de Eubiose (pretendo detalhar a minha visão sobre o assunto em uma próxima postagem); eu e o Grupo Vocal Jovem Jivas da Música, coral do departamento de Eubiose Sumaré, nos apresentamos em uma convenção em São Lourenço, e muito bem! Eu me arriscaria a dizer que foi a melhor performance que tivemos em nossos dois ou três anos de existência. Tanto o primeiro, quanto o segundo evento, me abriram muitas portas dentro da sociedade, além de me oferecerem uma grande oportunidade de desenvolvimento pessoal, e profissional.
     Além de tudo, eu passei por experiências muito agradáveis, e me vi cercada de pessoas, momentos, e sensações muito especiais. Quanto a isso, eu digo que um rio verde me levou de Conceição à Itanhandú. Isso porque eu costumo trabalhar com música em Conceição do Rio Verde, e pelo jeito, Itanhandú me chamou para agradecer, e para mostrar esse trabalho, já que por alguns motivos nos quais não adentrarei no momento, dizemos que a tônica de Itanhandú é a das artes. E reparem bem, nessa conexão entre as duas cidades... Tão importante, que é citada nos hinos de ambas!
     E depois de me prolongar tanto na explicação sobre essa pequena viagem, a postagem no facebook que mencionei anteriormente, postada logo após a minha chegada à São Paulo, para mostrar a intensidade do deleite que essas experiências me causaram:

"E isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita."
Ontem foi com certeza, um dos dias mais transcendentais que eu já passei!
Senti como se a natureza sorrisse pra nós, e nos desse as boas vindas!

Se a beleza de Itanhandú não está, à primeira vista,
na aparência externa simples de seu santuário,
ela está na amabilidade com que recebe a nossa arte, está na integração,
está num Rio Verde, numa cachoeira, numa chuva gostosa acompanhada de
um, depois dois arco-íris completos!
Está nas pessoas maravilhosas, e está num violão.
Está numas vozes cantando descontraidamente, por prazer.

Se isso não é dádiva, eu não sei o que é.
Mas só tenho a agradecer a todos - e ao tal todo - pelo dia maravilhoso!
E a parabenizar a nós, os recém-chegados, e a nós, os cantantes!
É aí que está a arte!
Ontem eu vi arte, e vi amor.

Obrigada.

Realize it!

Outra postagem antiga do facebook, que achei ser útil deixar registrada.

Caraamba. Acha que sabe o que é amor? Todo mundo fica aí, falando de amor, falando que quando a gente ama a gente só consegue pensar em uma pessoa. Enquanto o mundo tá aí cheio de fragilidades, e ninguém quer nem pensar no assunto, nem abrir os olhos. Eu faço esse mundo, você faz esse mundo! Isso não é conversa clichê! Você, eu, somos responsáveis tanto por esse mundo em condições precárias, como por esse Brasil do qual você adoora reclamar. Você é que deixa ele assim. Se o mundo soubesse o que é amor, estaria pensando em TODO MUNDO. Estaria lutando por um mundo melhor, estaria buscando informação e se preocupando em ser consciente. Não consciente porque é legal, porque é o nosso dever. Consciente porque a gente sabe que a roupinha que a gente compra aqui ou ali às vezes vem de trabalho escravo, e se preocupa - de verdade - com o bem estar daquelas pessoas. Consciente porque pra nós estarmos sentadinhos confortáveis tem alguém vivendo em condições subumanas. E VOCÊ NÃÃÃO VIVE EM UMA BOLHA. AQUILO É CONSEQUÊNCIA DO QUE VOCÊ FAZ OU DEIXA DE FAZER! E ISSO INCLUI VOCÊ, QUE TÁ CONCORDANDO, E EU TAMBÉM. O ideal, o que eu quero, o que me deixaria muito feliz, seriam pessoas que amam umas às outras, justiça, princípios e valores. Mas eu estou simplesmente desesperada, porque na minha opinião, existe um mínimo necessário, um mínimo necessário que é o respeito mútuo. E até disso estamos muito longe. Porque nós, sociedade, estamos muito preocupados com questões egoístas e egocêntricas. Porque pensar nos outros dá trabalho, e traz responsabilidade. Porque nós estamos ocupados demais com o óculos que não conseguimos comprar! Já passou da hora da sociedade parar com esses jogos de poder, e tirar a bunda da cadeira pra melhorar a vida das outras pessoas que não sejam você, não porque isso vai te trazer status, e vai fazer as pessoas te acharem legal. NO MÍNIMO, a gente tinha que entender que a vida em sociedade TRAZ responsabilidades pra cada um de nós, indivíduos. A gente tinha que se interessar em saber o que acontece a mais de um metro de distância de nós. Eu não entendi, ainda, porque somos tão permissivos. Não entendi ainda, porque não conseguimos nem... Perceber que deveríamos ser gratos.... Que seja, pela comida que a gente tem a possibilidade de comer. EU quero fazer alguma coisa. E não, não sei o que fazer. Mas eu VOU fazer alguma coisa. Assim que eu terminar de escrever isso. Por agora, estou me expressando, e compartilhando meu pensamento. Eu não quero esperar, nem ficar culpando os outros pelo que tá acontecendo. Minha falta de ação contribui, então eu tô indo. Tô chegando. Te convido a vir comigo, não sei pra onde (ainda)... Mas sei a direção. E aí?

Arte.

Escrevi isso há muito tempo, em uma postagem do facebook.
Achei que seria útil deixar registrado...

A arte vai muito além da estética. Ser artista, é muito mais do que fazer algo belo. O verdadeiro artista, é aquele que vai na essência da natureza e do ser humano, do comum, do ordinário e do específico. Porque ser artista, é ter sede de compreensão, de consciência e de humanidade. E sua arte, o meio de expressão. O artista cria novas perspectivas, ele inova, pra fazer o povo perguntar-se por quê. E na resposta, respondida pelo próprio povo, é que nós nos encontramos. A função do artista está em expandir a percepção. E é por isso, que a arte vai muito além da estética. A estética é, portanto, o caminho que nos leva onde todo artista tem de ir. Pois é lá, que nos fazemos artistas. A condição de artista exige propósito. Que me perdoem alguns teóricos, mas... É por tudo isso que digo que a arte sem função deixa sua condição de arte, e passa a ser apenas estética.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ação e reação

Você pode até ser inconsequente.
Mas não pode evitar as consequências.

domingo, 13 de maio de 2012

Falando de amor, de mãe!

Esse fim de semana está sendo muito especial.
Nesses últimos dias, tenho visto e sentido o amor pairando sobre tudo o que está à volta.
Me senti abraçada por essa atmosfera, tão afável e acolhedora.

Não poderia ser outro, senão o dia em que homenageamos nosso exemplo mais
verdadeiro de amor, nossa querida mãe. Mas esse amor todo que tem rodeado esses dias
possui outras fontes além desta. É o amor dos amigos; pelos amigos; o amor proporcionado
pela música, e o amor por ela, pela arte, pelas lembranças; a algumas certas
regentes, Yara, Marisa, e a eterna Mara, que conduzem seus trabalhos com tanta dedicação,
com tanto carinho, e tão belamente; as pessoas que amam, seja lá o quê, quem, ou por quê.

Estou tão envolvida nessa aura.
É tanto amor... Muito amor pra contar... E por isso conto apenas que é muito amor.
Sintam-se abraçados.

Consciência à humanidade.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ando sem limites...

Eu estive andando pra onde meus pés me levam...
Estive pensando menos onde pisar...
Mas esses passos me levaram mais longe do que eu podia imaginar.

Meus passos me levaram onde eu deveria estar.
Não, não levaram onde achei que queria ir.
Mas onde estou agora, é onde eu vejo a realidade que se negava a se apresentar a mim.

Não sei se é aplicável em todos os casos... Mas aconteceu assim.

Consciência à humanidade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aprendendo e aprendendo...

     Chega um dia que você se depara com o dilema.
     
Dilema ético, prático, teórico, enfim. Dilema que bom senso nenhum resolve.
     Dilema que independente da decisão, tem perdas e ganhos. Nas duas opções,
tem egoísmo e altruísmo envolvidos. Pesar o mais sensato e o mais praticável,
fica quase impossível. Vai depender de experiência e ponto de vista.
    Quando você tenta olhar por todos os lados, parece que o dilema é ainda
mais emblemático. E aí? Que faço?


     Pesquisar, e pedir ajuda alheia é quase essencial, pois pode haver algo, um
detalhe que esquecemos de prever ou considerar, além de que a importância
e a preocupação com alguns fatores envolvidos no tal dilema não são as mesmas
para todas as pessoas. Aliás, na maioria esmagadora das vezes, não são.

     Circunstâncias e parâmetros são relativos. Podemos nos aproximar da verdade,
quanto mais nos afastarmos dos julgamentos prematuros. Meditar é sempre uma
boa opção. Estar pleno e consciente na hora de tomar uma decisão, que deve vir
com embasamento teórico, argumentos plausíveis e ressalvas.
Deve considerar mente e emoção de todos os envolvidos, e prováveis resultados.
     Em muitos casos as alternativas são mais de duas, e considerar soluções criativas
ou não eventuais pode promover um resultado mais do que satisfatório. Mesmo assim,
também devemos medir os possíveis riscos, e a probabilidade de um desfecho positivo.
E estes, também devem ser comparados com os riscos das opções de ação anteriores.

     Será que os fins justificam os meios?
     Certamente, os meios tornam os fins compreensíveis, mas não necessariamente os justificam.
     Dite-se. Duvide de si mesmo também. Não há síntese sem tese, ou tese sem antítese.

     Consciência.
     Bijam.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sei lá.

   Saudade costuma ser saudável.
   Eu tenho uma amiga que diz que "Saudades não significam
que estamos separadas, mas sim que um dia já estivemos juntas."
É um lindo ponto de vista. E verdadeiro.

   Às vezes, quando passamos um tempo longe das pessoas
que amamos, faz bem sentir aquela dorzinha, que não provoca
mais dano do que aquela sensação do prazer do reencontro.
Mas até que ponto a saudade é tão benigna?

   Eu estava pensando aqui, e cheguei à conclusão de que isso depende
de vários fatores. Dois principais: Tempo(t) e intensidade do sentimento(a).
Convenhamos que quanto maior a intensidade do sentimento, menos tempo
é necessário pra que se sinta saudades. A saudade, então, seria de forma
muito simplificada o resultado de a/t.
   Mas acho que existe um certo ponto em que ela deixa de ser saudável.
Uma intensidade de saudade x que faz com que... A pessoa fique tão
emocionalmente lesada que a intensidade do sentimento diminua.
Mas aí também há diversos tipos de saudades, como vários tipo de lesão.
Os hematomas... Que só doem quando alguém ou alguma coisa os aperta,
e se curam sem tanto esforço ou participação do lesado; Os cortes... 
Que ardem pra caramba mas curam rapidinho se nos cuidarmos; E talvez
aquelas feridas abertas... Que só curam com muito cuidado, cautela, atenção,
e ainda assim sempre deixam uma traumática cicatriz.
Quanto à "cura", acho que ela pode representar os reencontros, e a "cicatriz",
o sentimento estancado, reprimido ou até "morto".(Não lembrei de nenhum termo melhor).

   Tudo bem, eu briso bastante. Mas é assim que eu me sinto.
Também acho que qualquer tipo de saudades pode deixar cicatriz, qualquer
tipo de lesão pode curar ou infeccionar, dependendo de como a tratamos.
A minha lesão cicatrizou. É até infeliz, depois reencontrar a pessoa que foi
a causa da lesão e deixar um hematoma diferente... De não reciprocidade
dos sentimentos. Mas eu prefiro não abrir minha pele de novo... Eu acho.
Acho que descobrirei em breve. Quando esse breve chegar, eu te conto.

Inteligência emocional à humanidade.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Às vezes...

... É difícil ter fé na humanidade...
Mas não porque a gente pense que somos os únicos dispostos.
E sim porque a gente faz parte, a gente sabe o que rola
aqui dentro. As emoções, os pensamentos, as vontades, os desejos.
Tão dentro de mim quanto de cada um de nós.

Tem essas horas em que ficamos distantes, e não lembramos,
não conseguimos ou não queremos lembrar, do porque estamos lutando.
Ficamos distantes do bom, do belo. Daquela energia, daquele amor
pelas metas e pelas pessoas em volta.

São momentos... Vão passar...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um segredo.

Um assunto um tanto quanto pessoal.
Mudei de aspiração. De profissão. De intenção.
Andei pensando, me encontrando.

Note1: Life may have its tough times... But we're the ones who chose living it the way we do. If we don't like something... Than we should think about changing. And if there's nothing we would give on up... It means that's the best we can do! Or the best we want to do. Let's think once again. Is it? Maybe we're rushing. Let's live life in a way we love. That's the only way we'll reach hapinness!

Note2: A cada dia a música me parece mais bela, mais transcendental. O quão lindo pode ser a busca de cada dia pelo aprimoramento, a visão de cada minuto de estudo tomando forma, se tornando som, cor, técnica. Se tornando percepção além dos sons, mas do mundo, do universo que nos cerca, nos trazendo novas visões, novos pontos de vista. Ângulos que sem ela, nunca seriam notados.

   I found the way I love life: Construindo vínculos.
Não só música, mas amizade. Confiança, comunhão,
uma rede de vínculos entre as pessoas. Todas as pessoas.
Essa é minha nova profissão. Quero arquitetar sentimentos.
Sentimentos também. Mas em primeiro lugar, união.

   É com música que o farei. Com um violão em mãos,
a voz em constante atividade, e um sorriso. Um segredo.
Don't worry. I know I can do it.
   Amor à humanidade
Consciência à humanidade.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E eu que pensava que meu caminho era original!

É até cômico pensar... Original.
Assim como o de Tom, como o de Chico.
O que importa, é que caminho com meus próprios pés.


Ai, Chico... À minha percepção, é casa do Niemeyer
que é assim, como coro da Mara. Pouco me importa a ordem cronológica!
Importa sim, que reconheci tal sensação em arquitetar, e até no futebol.
Mas era mais intensa, profunda... Era descoberta, no cantar e no musicar.

Arte, amar-te.
A arte de amar.?
Amor à humanidade.
[...]

domingo, 1 de maio de 2011

Vida real

   Como seria lindo se tudo ocorresse como nos livros, ou nos filmes.

   O drama pode até ser mais intenso, mas pelo menos,
você tem certeza de que haverá um clímax que antecede o desfecho.
Pode acabar com um "feliz para sempre", ou com uma grande
tragédia... Mas vai acabar de alguma forma.

   Na vida, temos que esquecer, ou aprender a lidar com os
problemas que não têm solução, e nos conformarmos com a realidade.
As coisas parecem lindas numa hora, e péssimas na hora seguinte.
E muitas vezes, não temos a opção de agir, tomar uma atitude
que vai melhorar, estabilizar, ou terminar nossos próprios dramas.
   Mas devemos lembrar, é claro, que somos nós que vivemos a nossa
vida, e são as  nossas escolhas que determinam a nossa realidade.
Culpar as pessoas à nossa volta não é nada, se não uma maneira de
justificar as nossas atitudes ou não atitudes sem sair da zona de conforto.
   Nos resta, como sempre, a opção entre aprender com as boas e
más escolhas, ou passar o resto da vida reclamando, ou se mutilando
por causa de desfechos desagradáveis do passado.

   Como seria bom, se houvesse solução pra todos os problemas!
   Mas como essa é a vida real, cabe a nós criá-las.

Consciência à humanidade.

sábado, 9 de abril de 2011

Mara Campos

   Quando penso nessa linda pessoa, milhares de sensações,
lembranças das mais diversas, positivas e negativas, se manifestam em mim.

   1 Lembrança.
   1.1 A primeira: Março de 2005.
   Eu tinha acabado de fazer a minha matrícula na Escola Municipal de Música, e conhecido a minha nova professora de piano. Estava com meu pai, indo em direção ao auditório. Eu não tinha certeza se ele sabia pra onde estava indo, ou por quê. Na verdade, ainda não sei. Mas quando chegamos lá, tinha uma pessoa de fisionomia familiar, que sorriu ao ver meu pai. Eles se conhecem? "Chico! Quanto tempo!" Depois disso, passei por um teste vocal, e ouvi aquela pessoa falando com tanto carinho sobre o seu coro, me dando as boas-vindas. Ela me disse que meu timbre era muito parecido com o da minha mãe. Eu fiquei feliz, mas não consegui demonstrar. Timidez.

   1.2 A admiração: Todos os ensaios. Todos.
   A visão de uma linda regência. Desde a primeira vez, o som do Coral Juvenil da Escola Municipal de Música me atingiu profundamente, tocou de uma maneira impressionante a minha alma. Eu não sabia, nunca entendi, como aquela mulher conseguia reunir carinho, força e liderança em sua fala, como ela nos ensinava com um amor e uma competência tão notáveis. Eu fui aprendendo gradativamente o prazer de cantar, e o prazer de cantar sob a regêncida de Mara Campos.

   1.3 A dor. Ou as muitas dores.
   Eu ia em todos os ensaios. Chegava atrasada em todos os ensaios. Na maior parte das vezes, não levava partitura para os ensaios. Eu sabia as músicas de cor, mas sempre soube que não era nenhuma justificativa. Depois de uns três anos, tudo começou a ficar mais difícil. Mais ensaios, mais cobrança, menos tempo pra estudar, mais pressão da escola. Muitas coisas ao mesmo tempo. Depois de mais anos, a perda da vaga de piano. Continuei com o coro. Continuei chegando atrasada. Continuei me sentindo sob pressão por todos os lados. Continuei não conseguindo expressar meus sentimentos. Mudança de horário de ensaio. Não. Sem problemas. Eu vou onde o coro estiver. Ou não... Dor. Falta de coragem para me despedir. Pressão psicológica. Solução ridícula: Mandar um e-mail. Continuei olhando todos os e-mails do grupo yahoo do coral. Continuei sentindo falta. Eis que um dia, depois de um semestre sem coro, recebo o e-mail mais doloroso do mundo. Não  recontratação?! Jamais existiria um Coral da EMM sem Mara Campos. E se existisse, ele não seria nem digno de comparação. Eu chorei. Não foi pouco. Me revoltei. Quis mandar imediatamente uma pequena resposta: "ISSO É UM ABSURDO! Como podemos nos mobilizar?!". Escrevi. Passei o mouse pelo link "Enviar". Fui conferir se mais alguém tinha respondido. Ninguém. Resolvi infantilmente esperar. Esperei. Muitas respostas vieram... Carregadas de tanta intensidade quanto a minha. Não enviei. Ideias vieram. Imprimi o abaixo assinado. Divulguei. Recolhi assinaturas. Não pude ir ao concerto de protesto da PUC. Mais dor. Encontrei a Mara no dia seguinte. Ela me disse que eu estava bonita. Fiquei feliz. Fiquei triste. Quis muito expressar meus sentimentos. Não consegui. Li o blog vibratto. Me revoltei. Continuei não respondendo aos e-mails. Resolvi me expressar silenciosamente. No blog que ninguém lê. Pelo menos assim...

   2 Influência
   2.1 A pessoa.
   Ética; amabilidade; conhecimento; sabedoria; presença; imponência; moralidade; competência; auto-confiança. Excelência. Tudo num corpo, numa mente só. É lindo de ver, de ouvir, de observar.

   2.2 A música.
   Folclore brasileiro. Maracatu. Renascença. Contemporâneo. Tudo e mais um pouco. Uma percepção admirável. Um domínio da regência, da história, da arte absurdos. Foi bem por aí que começou a surgir na minha mente a ideia. Eu quero viver isso.

   2.3 A regência
   Como deve ser lindo, perceber cada som e moldá-lo. Como é lindo ver essa pessoa regendo.
   Por que não? Afinal, sempre fui melhor em matérias teóricas do que na prática do piano. Chegou a oportunidade: Grupo Jivas da Música. Desde a iniciativa de arriscar, até em exercícios, a referência e a influência de uma Mara Campos estão presentes. Claro, adequados a minha pessoa.

   Não sei se um dia, Mara Campos saberá de tudo o que ela, o coro, significaram pra mim. Não sei se um dia, Mara Campos acreditará que eu escondi tanto sentimento por tanto tempo. Não sei nem... Se Mara Campos, ou qualquer outra pessoa no mundo conseguiria compreender a dificuldade de Thais Akemi Braga em expressar seus sentimentos. Mesmo tendo melhorado tanto... Mesmo a ponto de explodir.
   Eu tenho saudades, e eu terei saudades. Ainda pretendo que tudo dê certo. Que continue existindo um coral na EMM sob a regência de uma das pessoas mais admiráveis que eu conheço. Pretendo voltar um dia pra ele. Pretendo ter aulas de regência com a minha principal referência. Pretendo conseguir me abrir.

Arte, cultura, e música à toda a humanidade.
Que todos possam viver com dignidade. Com amor.

domingo, 3 de abril de 2011

Perceber X Imaginar

   Tão sutil e relevante a diferença entre esses dois verbos...
Em uma, nós identificamos os valores de determinada pessoa,
objeto, ou ação. Noutra, nós lhes atribuimos os valores que
nos parecem mais convenientes a nós, ou mais prováveis.

   De qualquer forma, os tornamos verdade em nossa mente limitada.

   Resolvi escrever sobre isso, porque... Com certeza, esse
será o próximo principal dilema da minha vida, já que ando lidando
bem com o meu dilema usual Vontade X Desejo.
   Enfim... Normalmente nós imaginamos. Desde que nascemos,
imaginamos o que são as coisas e porque o são. Em outras palavras,
julgamos. Julgamos tudo e todos, freneticamente.
   O que vemos nas outras pessoas, na verdade, são um reflexo de
nós mesmos, do que imaginamos que elas possuem, por possuirmos
aqueles valores. A realidade é que não sabemos... Geralmente.
Agora... Aquilo que percebemos, por exemplo: 2+2=4.
Isso sim... É um valor real. Não quer dizer, por exemplo, que
porque vemos um certo valor x em algo, considerando no momento
{x=4}, que aquele 4 resultou de 2+2... Pode ter resultado de 2²,
de 1+3; de (-10).45 + 454; N possibilidades. Entende?
   Às vezes as pessoas dizem que meu gosto por exatas vem essencialmente
do meu gosto por humanas. Acho que agora concordo com elas.
   O que quero dizer é que... Não é porque vemos algo que nós
identificamos em alguma outra situação, que a situação será a mesma.
Pode ser que seja, mas pode ser que não.
   Enfim... Não cabe a nós julgarmos nada. Cabe a nós aprendermos,
e agirmos de acordo com o que percebermos do mundo. Da nossa
experiência de como o mundo, a natureza funciona, e tudo mais.
Em outras palavras, de acordo com a nossa consciência, nosso intelecto.

Consciência à humanidade.

sábado, 2 de abril de 2011

Aaai...

A vida... x-x

quarta-feira, 30 de março de 2011

Março.

Nossa, março parece inacabável!
Eu... Passei na Emesp. Como suplente... Mas enfim, estou lá dentro.

O mundo me parece mais gentil quando tenho sentimentos sinceros.
Positivos, intensos e sinceros, mais especificamente.

Acho que conheço as melhores pessoas do mundo.
E vou escrever uma música pra elas.

"Tempos de celebração"
Um beijo a todos.

sábado, 26 de março de 2011

O resto é mar!

   É com muito prazer que hoje eu digo:

   Estou lindamente feliz!

   Escutando músicas lindas, com pessoas lindas à minha volta,
aprendendo muito, e vivenciando muitas coisas novas!
A afirmação mais linda do dia:

   Meu coração está pulsando intensamente de amor!

   É, ele está. Minha família, meu namorado e amigos muito queridos,
minhas habilidades, e meu potencial estão todos aqui nesse momento.
Eu queria te contar como é isso, mas...
"O resto é mar... É tudo que eu não sei contar...
São coisas lindas que eu tenho pra te dar..."

Muito amor da humanidade à humanidade.
Ame! Dói, mas recompensa.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quero tempo...

Tempo pra mim, tempo pra pensar...
Tempo pra processar todas as informações que estou recebendo.
Tempo pra me encontrar...

Eu quero poder vir aqui e escrever algo que vem dentro de mim.
E a única coisa que eu tenho pra dizer agora, é que não tenho tempo.
Estou faltando ao cursinho, perdendo matéria e informação.
Mas por bons motivos: Trabalhos do técnico e tempo.
Não sei como estarei no fim do ano.

Mas espero que em condições físicas e emocionais para passar
no vestibular... Qualquer um que seja.

O tempo não pára. Não vai parar...
O tempo é agora... E agora?
Que farei com o tempo?

Um beijo com muito carinho e compaixão,
à cada ser existente.
É sincero. É sério.