segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Um Rio Verde me levou de Conceição à Itanhandú"

     E quando eu percebo que eu deixo o blog parado pra não registrar meus pensamentos mais importantes, eu tenho necessidade de recuperar o máximo possível do que se passou, afinal, esse blog também tem a intenção de me lembrar, no futuro, de quem eu fui... E do quanto eu cresci... Do quanto eu mudei. Por isso, achei aquelas duas últimas postagens, referentes ao facebook, muito relevantes nesse contexto.
     Mas eu encontrei outra postagem, ainda mais importante. Uma que representa um marco da minha vida, uma transição, o começo de quem eu acredito que seja hoje. Uma viagem ao Sistema Geográfico Sul Mineiro, em fevereiro desse ano. Nela, ocorreram dois eventos de extrema relevância: Eu passei a fazer parte da chamada série interna - ou eterna -, o quinto e último grau da chamada iniciação eubiótica, o que me faz, oficialmente, uma integrante da Sociedade Brasileira de Eubiose (pretendo detalhar a minha visão sobre o assunto em uma próxima postagem); eu e o Grupo Vocal Jovem Jivas da Música, coral do departamento de Eubiose Sumaré, nos apresentamos em uma convenção em São Lourenço, e muito bem! Eu me arriscaria a dizer que foi a melhor performance que tivemos em nossos dois ou três anos de existência. Tanto o primeiro, quanto o segundo evento, me abriram muitas portas dentro da sociedade, além de me oferecerem uma grande oportunidade de desenvolvimento pessoal, e profissional.
     Além de tudo, eu passei por experiências muito agradáveis, e me vi cercada de pessoas, momentos, e sensações muito especiais. Quanto a isso, eu digo que um rio verde me levou de Conceição à Itanhandú. Isso porque eu costumo trabalhar com música em Conceição do Rio Verde, e pelo jeito, Itanhandú me chamou para agradecer, e para mostrar esse trabalho, já que por alguns motivos nos quais não adentrarei no momento, dizemos que a tônica de Itanhandú é a das artes. E reparem bem, nessa conexão entre as duas cidades... Tão importante, que é citada nos hinos de ambas!
     E depois de me prolongar tanto na explicação sobre essa pequena viagem, a postagem no facebook que mencionei anteriormente, postada logo após a minha chegada à São Paulo, para mostrar a intensidade do deleite que essas experiências me causaram:

"E isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita."
Ontem foi com certeza, um dos dias mais transcendentais que eu já passei!
Senti como se a natureza sorrisse pra nós, e nos desse as boas vindas!

Se a beleza de Itanhandú não está, à primeira vista,
na aparência externa simples de seu santuário,
ela está na amabilidade com que recebe a nossa arte, está na integração,
está num Rio Verde, numa cachoeira, numa chuva gostosa acompanhada de
um, depois dois arco-íris completos!
Está nas pessoas maravilhosas, e está num violão.
Está numas vozes cantando descontraidamente, por prazer.

Se isso não é dádiva, eu não sei o que é.
Mas só tenho a agradecer a todos - e ao tal todo - pelo dia maravilhoso!
E a parabenizar a nós, os recém-chegados, e a nós, os cantantes!
É aí que está a arte!
Ontem eu vi arte, e vi amor.

Obrigada.

Realize it!

Outra postagem antiga do facebook, que achei ser útil deixar registrada.

Caraamba. Acha que sabe o que é amor? Todo mundo fica aí, falando de amor, falando que quando a gente ama a gente só consegue pensar em uma pessoa. Enquanto o mundo tá aí cheio de fragilidades, e ninguém quer nem pensar no assunto, nem abrir os olhos. Eu faço esse mundo, você faz esse mundo! Isso não é conversa clichê! Você, eu, somos responsáveis tanto por esse mundo em condições precárias, como por esse Brasil do qual você adoora reclamar. Você é que deixa ele assim. Se o mundo soubesse o que é amor, estaria pensando em TODO MUNDO. Estaria lutando por um mundo melhor, estaria buscando informação e se preocupando em ser consciente. Não consciente porque é legal, porque é o nosso dever. Consciente porque a gente sabe que a roupinha que a gente compra aqui ou ali às vezes vem de trabalho escravo, e se preocupa - de verdade - com o bem estar daquelas pessoas. Consciente porque pra nós estarmos sentadinhos confortáveis tem alguém vivendo em condições subumanas. E VOCÊ NÃÃÃO VIVE EM UMA BOLHA. AQUILO É CONSEQUÊNCIA DO QUE VOCÊ FAZ OU DEIXA DE FAZER! E ISSO INCLUI VOCÊ, QUE TÁ CONCORDANDO, E EU TAMBÉM. O ideal, o que eu quero, o que me deixaria muito feliz, seriam pessoas que amam umas às outras, justiça, princípios e valores. Mas eu estou simplesmente desesperada, porque na minha opinião, existe um mínimo necessário, um mínimo necessário que é o respeito mútuo. E até disso estamos muito longe. Porque nós, sociedade, estamos muito preocupados com questões egoístas e egocêntricas. Porque pensar nos outros dá trabalho, e traz responsabilidade. Porque nós estamos ocupados demais com o óculos que não conseguimos comprar! Já passou da hora da sociedade parar com esses jogos de poder, e tirar a bunda da cadeira pra melhorar a vida das outras pessoas que não sejam você, não porque isso vai te trazer status, e vai fazer as pessoas te acharem legal. NO MÍNIMO, a gente tinha que entender que a vida em sociedade TRAZ responsabilidades pra cada um de nós, indivíduos. A gente tinha que se interessar em saber o que acontece a mais de um metro de distância de nós. Eu não entendi, ainda, porque somos tão permissivos. Não entendi ainda, porque não conseguimos nem... Perceber que deveríamos ser gratos.... Que seja, pela comida que a gente tem a possibilidade de comer. EU quero fazer alguma coisa. E não, não sei o que fazer. Mas eu VOU fazer alguma coisa. Assim que eu terminar de escrever isso. Por agora, estou me expressando, e compartilhando meu pensamento. Eu não quero esperar, nem ficar culpando os outros pelo que tá acontecendo. Minha falta de ação contribui, então eu tô indo. Tô chegando. Te convido a vir comigo, não sei pra onde (ainda)... Mas sei a direção. E aí?

Arte.

Escrevi isso há muito tempo, em uma postagem do facebook.
Achei que seria útil deixar registrado...

A arte vai muito além da estética. Ser artista, é muito mais do que fazer algo belo. O verdadeiro artista, é aquele que vai na essência da natureza e do ser humano, do comum, do ordinário e do específico. Porque ser artista, é ter sede de compreensão, de consciência e de humanidade. E sua arte, o meio de expressão. O artista cria novas perspectivas, ele inova, pra fazer o povo perguntar-se por quê. E na resposta, respondida pelo próprio povo, é que nós nos encontramos. A função do artista está em expandir a percepção. E é por isso, que a arte vai muito além da estética. A estética é, portanto, o caminho que nos leva onde todo artista tem de ir. Pois é lá, que nos fazemos artistas. A condição de artista exige propósito. Que me perdoem alguns teóricos, mas... É por tudo isso que digo que a arte sem função deixa sua condição de arte, e passa a ser apenas estética.