Quando penso nessa linda pessoa, milhares de sensações,
lembranças das mais diversas, positivas e negativas, se manifestam em mim.
1 Lembrança.
1.1 A primeira: Março de 2005.
Eu tinha acabado de fazer a minha matrícula na Escola Municipal de Música, e conhecido a minha nova professora de piano. Estava com meu pai, indo em direção ao auditório. Eu não tinha certeza se ele sabia pra onde estava indo, ou por quê. Na verdade, ainda não sei. Mas quando chegamos lá, tinha uma pessoa de fisionomia familiar, que sorriu ao ver meu pai. Eles se conhecem? "Chico! Quanto tempo!" Depois disso, passei por um teste vocal, e ouvi aquela pessoa falando com tanto carinho sobre o seu coro, me dando as boas-vindas. Ela me disse que meu timbre era muito parecido com o da minha mãe. Eu fiquei feliz, mas não consegui demonstrar. Timidez.
1.2 A admiração: Todos os ensaios. Todos.
A visão de uma linda regência. Desde a primeira vez, o som do Coral Juvenil da Escola Municipal de Música me atingiu profundamente, tocou de uma maneira impressionante a minha alma. Eu não sabia, nunca entendi, como aquela mulher conseguia reunir carinho, força e liderança em sua fala, como ela nos ensinava com um amor e uma competência tão notáveis. Eu fui aprendendo gradativamente o prazer de cantar, e o prazer de cantar sob a regêncida de Mara Campos.
1.3 A dor. Ou as muitas dores.
Eu ia em todos os ensaios. Chegava atrasada em todos os ensaios. Na maior parte das vezes, não levava partitura para os ensaios. Eu sabia as músicas de cor, mas sempre soube que não era nenhuma justificativa. Depois de uns três anos, tudo começou a ficar mais difícil. Mais ensaios, mais cobrança, menos tempo pra estudar, mais pressão da escola. Muitas coisas ao mesmo tempo. Depois de mais anos, a perda da vaga de piano. Continuei com o coro. Continuei chegando atrasada. Continuei me sentindo sob pressão por todos os lados. Continuei não conseguindo expressar meus sentimentos. Mudança de horário de ensaio. Não. Sem problemas. Eu vou onde o coro estiver. Ou não... Dor. Falta de coragem para me despedir. Pressão psicológica. Solução ridícula: Mandar um e-mail. Continuei olhando todos os e-mails do grupo yahoo do coral. Continuei sentindo falta. Eis que um dia, depois de um semestre sem coro, recebo o e-mail mais doloroso do mundo. Não recontratação?! Jamais existiria um Coral da EMM sem Mara Campos. E se existisse, ele não seria nem digno de comparação. Eu chorei. Não foi pouco. Me revoltei. Quis mandar imediatamente uma pequena resposta: "ISSO É UM ABSURDO! Como podemos nos mobilizar?!". Escrevi. Passei o mouse pelo link "Enviar". Fui conferir se mais alguém tinha respondido. Ninguém. Resolvi infantilmente esperar. Esperei. Muitas respostas vieram... Carregadas de tanta intensidade quanto a minha. Não enviei. Ideias vieram. Imprimi o abaixo assinado. Divulguei. Recolhi assinaturas. Não pude ir ao concerto de protesto da PUC. Mais dor. Encontrei a Mara no dia seguinte. Ela me disse que eu estava bonita. Fiquei feliz. Fiquei triste. Quis muito expressar meus sentimentos. Não consegui. Li o blog vibratto. Me revoltei. Continuei não respondendo aos e-mails. Resolvi me expressar silenciosamente. No blog que ninguém lê. Pelo menos assim...
2 Influência
2.1 A pessoa.
Ética; amabilidade; conhecimento; sabedoria; presença; imponência; moralidade; competência; auto-confiança. Excelência. Tudo num corpo, numa mente só. É lindo de ver, de ouvir, de observar.
2.2 A música.
Folclore brasileiro. Maracatu. Renascença. Contemporâneo. Tudo e mais um pouco. Uma percepção admirável. Um domínio da regência, da história, da arte absurdos. Foi bem por aí que começou a surgir na minha mente a ideia. Eu quero viver isso.
2.3 A regência
Como deve ser lindo, perceber cada som e moldá-lo. Como é lindo ver essa pessoa regendo.
Por que não? Afinal, sempre fui melhor em matérias teóricas do que na prática do piano. Chegou a oportunidade: Grupo Jivas da Música. Desde a iniciativa de arriscar, até em exercícios, a referência e a influência de uma Mara Campos estão presentes. Claro, adequados a minha pessoa.
Não sei se um dia, Mara Campos saberá de tudo o que ela, o coro, significaram pra mim. Não sei se um dia, Mara Campos acreditará que eu escondi tanto sentimento por tanto tempo. Não sei nem... Se Mara Campos, ou qualquer outra pessoa no mundo conseguiria compreender a dificuldade de Thais Akemi Braga em expressar seus sentimentos. Mesmo tendo melhorado tanto... Mesmo a ponto de explodir.
Eu tenho saudades, e eu terei saudades. Ainda pretendo que tudo dê certo. Que continue existindo um coral na EMM sob a regência de uma das pessoas mais admiráveis que eu conheço. Pretendo voltar um dia pra ele. Pretendo ter aulas de regência com a minha principal referência. Pretendo conseguir me abrir.
Arte, cultura, e música à toda a humanidade.
Que todos possam viver com dignidade. Com amor.
sábado, 9 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Perceber X Imaginar
Tão sutil e relevante a diferença entre esses dois verbos...
Em uma, nós identificamos os valores de determinada pessoa,
objeto, ou ação. Noutra, nós lhes atribuimos os valores que
nos parecem mais convenientes a nós, ou mais prováveis.
De qualquer forma, os tornamos verdade em nossa mente limitada.
Resolvi escrever sobre isso, porque... Com certeza, esse
será o próximo principal dilema da minha vida, já que ando lidando
bem com o meu dilema usual Vontade X Desejo.
Enfim... Normalmente nós imaginamos. Desde que nascemos,
imaginamos o que são as coisas e porque o são. Em outras palavras,
julgamos. Julgamos tudo e todos, freneticamente.
O que vemos nas outras pessoas, na verdade, são um reflexo de
nós mesmos, do que imaginamos que elas possuem, por possuirmos
aqueles valores. A realidade é que não sabemos... Geralmente.
Agora... Aquilo que percebemos, por exemplo: 2+2=4.
Isso sim... É um valor real. Não quer dizer, por exemplo, que
porque vemos um certo valor x em algo, considerando no momento
{x=4}, que aquele 4 resultou de 2+2... Pode ter resultado de 2²,
de 1+3; de (-10).45 + 454; N possibilidades. Entende?
Às vezes as pessoas dizem que meu gosto por exatas vem essencialmente
do meu gosto por humanas. Acho que agora concordo com elas.
O que quero dizer é que... Não é porque vemos algo que nós
identificamos em alguma outra situação, que a situação será a mesma.
Pode ser que seja, mas pode ser que não.
Enfim... Não cabe a nós julgarmos nada. Cabe a nós aprendermos,
e agirmos de acordo com o que percebermos do mundo. Da nossa
experiência de como o mundo, a natureza funciona, e tudo mais.
Em outras palavras, de acordo com a nossa consciência, nosso intelecto.
Consciência à humanidade.
Em uma, nós identificamos os valores de determinada pessoa,
objeto, ou ação. Noutra, nós lhes atribuimos os valores que
nos parecem mais convenientes a nós, ou mais prováveis.
De qualquer forma, os tornamos verdade em nossa mente limitada.
Resolvi escrever sobre isso, porque... Com certeza, esse
será o próximo principal dilema da minha vida, já que ando lidando
bem com o meu dilema usual Vontade X Desejo.
Enfim... Normalmente nós imaginamos. Desde que nascemos,
imaginamos o que são as coisas e porque o são. Em outras palavras,
julgamos. Julgamos tudo e todos, freneticamente.
O que vemos nas outras pessoas, na verdade, são um reflexo de
nós mesmos, do que imaginamos que elas possuem, por possuirmos
aqueles valores. A realidade é que não sabemos... Geralmente.
Agora... Aquilo que percebemos, por exemplo: 2+2=4.
Isso sim... É um valor real. Não quer dizer, por exemplo, que
porque vemos um certo valor x em algo, considerando no momento
{x=4}, que aquele 4 resultou de 2+2... Pode ter resultado de 2²,
de 1+3; de (-10).45 + 454; N possibilidades. Entende?
Às vezes as pessoas dizem que meu gosto por exatas vem essencialmente
do meu gosto por humanas. Acho que agora concordo com elas.
O que quero dizer é que... Não é porque vemos algo que nós
identificamos em alguma outra situação, que a situação será a mesma.
Pode ser que seja, mas pode ser que não.
Enfim... Não cabe a nós julgarmos nada. Cabe a nós aprendermos,
e agirmos de acordo com o que percebermos do mundo. Da nossa
experiência de como o mundo, a natureza funciona, e tudo mais.
Em outras palavras, de acordo com a nossa consciência, nosso intelecto.
Consciência à humanidade.
sábado, 2 de abril de 2011
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